Pois é, não deu tempo. A vida continua.

O administrador do blog é o maior Hexaman. Codifica em Assembly, Python, PHP, Smalltalk, C, Clipper, ASP, Prolog, Basic entre outros que não conheço e produz em todas as linguagens programas que são ao mesmo tempo recursivos, fáceis de compreender e super otimizados. A qualidade do seu código é algo que há anos procuro alcançar, em vão.

Mas não deu tempo. A vida continua. Desde o Windows ME eu me pergunto porque a Microsoft e outras empresas vendem código inadequado pro hardware, cheio de penduricalhos mal e porcamente implementados. E fazem uma boa grana.

Joel descreveu neste artigo sua visão sobre o assunto. E, puxa, ele realmente parece estar certo.

E insisto em dizer que não deu tempo. Até consegui escrever estes novos penduricalhos no nosso software, mas não deu tempo de otimizar o código, não deu tempo de limpar e escrever algo mais adequado pro equipamento que tenho agora. Mas diabos, que se dane. A vida continua. E o computador do ano que vem vai conseguir lidar com isso. E nosso software vai rodar bem no computador do ano que vem, nossos consumidores vão amar os novos penduricalhos e vão correndo comprar o computador novo e contratar mais banda pra internet. Enquanto o ano que vem não vira, vou escrever mais penduricalhos.

E a arte que nós produzimos em forma de código? A beleza da lógica, recursividade e manutenibilidade que colocamos em cada projeto em todos esses anos? Isso fica nos nossos arquivos pessoais, transferidos de mídia em mídia (fita cassete, disquete, cd) como celebração de uma época em que éramos, …, hum, … ..-. . .-.. .. –.. . …